21 setembro 2008

A credibilidade dos evangelhos

Por Davi Lago

Abaixo trecho do meu novo livro que será lançado mês que vem:

Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos. Por exemplo, há evidências científicas que o evangelho de Mateus tenha sido escrito antes de 70 d.C. conforme afirma o estudioso alemão Carsten Peter Theide: “Os fragmentos de papiro indicam que os primeiros registros completos dos evangelhos eram cópias que foram distribuídas durante as primeiras décadas da era apostólica, bem próximo da época em que as testemunhas oculares haviam presenciado os fatos. Portanto, o Jesus histórico não foi algo inventado. Pode-se eventualmente contestar certos detalhes, mas não o fato básico de sua existência e tudo que fez”[i].

E, em segundo, existem pelo menos dez razões pelas quais podemos confiar que os autores dos evangelhos e do Novo Testamento não foram displicentes com os fatos[ii]. Eles: 1. incluíram detalhes embaraçosos sobre si mesmos; 2. incluíram detalhes embaraçosos e dizeres difíceis de Jesus; 3. incluíram as exigências árduas de Jesus; 4. fizeram uma clara distinção entre as palavras de Jesus e as deles; 5. incluíram fatos relacionados à ressurreição de Jesus que eles não poderiam ter inventado; 6. incluíram em seus textos, pelo menos, 30 pessoas historicamente confirmadas; 7. incluíram detalhes divergentes; 8. desafiam seus leitores a conferir os fatos verificáveis, até mesmo sobre milagres; 9. descrevem milagres da mesma forma que descrevem outros fatos históricos: por meio de um relato simples e sem retoques; 10. abandonaram suas crenças e práticas sagradas de longa data, adotaram novas crenças e práticas e não negaram seu testemunho sob perseguição ou ameaça de morte.

Ainda assim, um cético pode afirmar: “os evangelhos não são confiáveis porque seus autores eram convertidos e tendenciosos”. É verdade que os autores dos evangelhos eram tendenciosos e convertidos. Mas isso não significa que mentiram ou exageraram. Na verdade, sua conversão e seu viés podem realmente tê-los levado a serem mais precisos. A grande pergunta que deve ser feita é: “porque esses homens se converteram?”. De fato, a primeira e mais importante pergunta não é “qual era a crença dos autores dos evangelhos?”, mas, “por que eles se converteram a essa nova crença?”.



[i] BOYD, Gregory, A. Cynic, sage or Son of God. Wheaton: Victor Books, 1995, p. 239, in: LA HAYE, Tim. Um homem chamado Jesus. Campinas: United Press, 1998, p.54.

[ii] GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2006, p. 278.

2 Comments:

Blogger Blog do FELIPE said...

olá,

este livro já foi lançado? onde posso comprá-lo? Este tema é interessante, e foi bem polemizado após o Código da Vinci, de Dan Brown... Hoje, vi a capa da revista Superinteressante, cuja matéria da capa coloca em dúvida a credibilidade da palavra de Deus. É lamentável, o que o diabo faz, cegando as pessoas a coisas tão óbvias e comprovadas...

Deus te abençoe!

FELIPE

10:24 PM  
Blogger Davi Lago said...

Felipe,
O livro será lançado em fevereiro. O objetivo é distribui-lo gratuitamente nas universidades.
meu email é pietista@hotmail.com
Mantenha contato,
abração
Davi

8:23 AM  

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